domingo, 28 de maio de 2017

NOSSA ATITUDE PARA COM AS CRIANÇAS


           
“Como vocês tratam as crianças? Lembrem-se de que elas são egos, centelhas da vida divina. Foram confiadas a vocês não para que as dominem, maltratem ou usem em proveito próprio, mas, sim, para que as amem e ajudem a expressar aquela vida divina. Quanta paciência, compaixão e amor vocês precisam ter! Quão profundamente vocês devem sentir-se honrados por terem sido escolhidos para servi-las dessa forma! Lembrem-se de que vocês não são os mais velhos e elas mais jovens, pois, como almas, vocês têm quase a mesma idade e por isso não se devem comportar como ditadores cruéis e egoístas, mas como amigos solidários. Vocês não tratam um amigo de modo diferente só porque ele está usando um casaco novo; não se esqueçam de que encontrar uma criança é o mesmo que encontrar uma alma usando um casaco novo, e com amor e perfeita bondade vocês devem estimular o que há de melhor nela, ajudando-a a se adaptar a seu casaco novo. Lembrem-se sempre de que o bem verdadeiro significa o bem de todos, e que o bem nunca é alcançado à custa do sofrimento dos outros. O que se pode ganhar desse modo não é bem algum.”


(C. W. Leadbeater, a Vida Interna, Editora Teosófica, Brasília, 1996, p. 138.)

sábado, 27 de maio de 2017

DOMÍNIO DA MENTE


" Nunca te permitas sentir triste ou deprimido. A depressão e um erro, porque contamina os outros e torna suas vidas mais difíceis, o que não tens o direito de fazer. Portanto, sempre que ela vier a ti, rechaça-a imediatamente.
Deves, ainda, dominar teu pensamento de outro modo: não deves deixá-lo vaguear. Fixa o teu pensamento no que quer que estejas fazendo,
para que possa ser feito com perfeição. Não deixes tua mente ociosa, mas mantém sempre bons pensamentos no seu plano de fundo, prontos a avançar no momento em que ela estiver livre.
Usa, diariamente, o poder de teu pensamento em bons propósitos; sê uma força na direção da evolução. Pensa cada dia em alguém que saibas
estar triste, sofrendo, ou necessitando auxílio, e verte sobre ele pensamentos de amor."

(J. Krishnamurti, Aos Pés do Mestre, Ed. Teosófica)

sexta-feira, 26 de maio de 2017

PALESTRA PÚBLICA - A PROGRESSÃO DA IDADE

MEDITAÇÃO



"Meditação é o movimento do amor. Não o amor do um ou do múltiplo. É como água que qualquer um pode beber de um cântaro; seja o cântaro de ouro ou de barro, a água é inexaurível. E coisa peculiar acontece que nem a droga nem a auto-hipnose podem produzir: é como se a mente entrasse dentro de si mesma, começando na superfície e penetrando cada vez mais fundo, até que profundidade e altura tenham perdido o seu significado e toda forma de medida tenha cessado. Nesse estado há completa paz - não satisfação que vem da gratificação - mas uma paz que tem ordem, beleza e intensidade. Toda ela pode ser destruída, como uma flor pode ser destruída; e, contudo, por causa de sua própria vulnerabilidade, torna-se indestrutível. Essa meditação não se aprende com outrem. Deve-se começar sem nada saber a seu respeito e prosseguir com simplicidade."

(J. Krishinamurti, Meditations, Março de 1979)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

LUZ NO CAMINHO


"É interessante que naquela maravilhosa língua que é o sânscrito a palavra que significa verdade é táttva e a sua tradução literal é 'a natureza do que é, o estado de ser'. E isto é que é o presente. De acordo com certos ensinamentos budistas, cada momento se mantém por si próprio, não existe continuidade entre momentos, a não ser no nosso pensamento. Já que nós criamos continuidade dentro de nossas próprias cabeças, nós não vemos o que, na realidade, existe ali. No estado de ser do momento, aquele momento que não tem dimensão, não tem tempo, o eterno existe; mas no presente, onde existem as memórias do passado, as comparações que vêm do passado, as imaginações a respeito do futuro e o futuro em relação com o presente, neste tipo de presente obscuro, o tempo não existe. Assim está dito: 'Não vivas no presente nem no futuro, mas sim no eterno'. Ali não pode florescer esta erva gigantesca; a própria atmosfera do pensamento eterno apaga esta mancha da existência."

(Radha Burnier, Palestra sobre Luz no Caminho na XI Escola de Verão - Brasília - Janeiro de 1990)

quarta-feira, 24 de maio de 2017

ENCONTRO REGIONAL SUL DA SOCIEDADE TEOSÓFICA

SABEDORIA DIVINA


"O Farol sobre o qual se fixam os olhos de todos os verdadeiros teósofos é aquele que tem sido, em todos os tempos, o ponto de mira da alma humana aprisionada. Este farol, cuja luz não brilha sobre nenhuma das águas terrestres, mas que cintilou na escuridão profunda das águas primordiais do espaço infinito, é por nós chamado, bem como pelos teósofos primitivos, de 'Sabedoria Divina'. É a palavra final da doutrina esotérica. E, na antiguidade, qual era o país que se achasse digno de ser considerado civilizado e não possuísse o seu duplo sistema de SABEDORIA, do qual uma das partes era dirigida às massas e a outra a um pequeno número - o exotérico e o esotérico? Este nome SABEDORIA, ou, como por vezes chamamos, a 'religião da sabedoria' ou Teosofia, é tão velha como a mente humana."

(H. P. Blavatsky, Textos Seletos, Coleção Omnia)

terça-feira, 23 de maio de 2017

A IMPORTÂNCIA DA INVESTIGAÇÃO


"Krishnamurti viajou pelo mundo dizendo: 'Investigue! Veja a importância de não continuar iludido!' Ilusão significa imaginar que algo é verdadeiro quando não é, ou dar muita importância a algo que realmente não é tão importante assim. Descobrir, por si próprio, o lugar correto de tudo na vida é descobrir a ordem. Isso é algo desconhecido; a verdade é o desconhecido. É por isso que Krishnamurti chamou a verdade de 'arte de viver'. (...)
Sem aprendermos a respeito de nós mesmos, não haveria base para nossa meditação e nossas práticas espirituais. Em outras palavras, seríamos seres humanos confusos escolhendo entre o que é agradável e o que é desagradável. A escolha de uma mente confusa somente aumenta a confusão. A busca da verdade e o encontro da clareza são mais importantes do que quaisquer escolhas. É a única cura, e nós somos capazes disso. (...)"

(P. Krishna - Novas maneiras de ver o mundo - Revista Sophia, nº 25 )